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Análise de sensibilidade

A companhia leva a cabo um seguimento da exposição ao risco de mercado em matéria de sensibilidades. Esta análise é complementada por outras medidas de risco nos casos em que a natureza das posições de risco assim o requer.

Para cada um dos riscos de mercado que a seguir se descrevem inclui-se uma análise de sensibilidade dos principais riscos inerentes aos instrumentos financeiros, mostrando como é que se poderia ver afetado o resultado e o património (nas epígrafes que constituem os "ajustes por mudanças de valor") de acordo com os requisitos da NIIF 7 Instrumentos financeiros: informação a revelar. 

A análise de sensibilidade utiliza as variações dos fatores de risco representativas do seu comportamento histórico. As estimativas realizadas representam tanto as variações favoráveis como desfavoráveis. O impacto sobre os resultados e/ou o património calcula-se em função dos instrumentos financeiros do Grupo ao fecho de cada exercício.

a) Risco de taxa de câmbio: 

Os resultados e o património do Grupo estão expostos às variações nas taxas de câmbio das moedas em que este opera. A divisa que gera a maior exposição é o dólar norte-americano.

Repsol YPF obtém o seu financiamento parcialmente em dólares, diretamente ou mediante o uso de derivados de taxas de câmbio (ver nota 21).

A sensibilidade do resultado líquido e do património, como consequência do efeito nos instrumentos financeiros do Grupo a 31 de Dezembro, das apreciações ou depreciações da taxa de câmbio descreve-se a seguir:

Efeito da variação da taxa de câmbio do euro frente ao dólar:

Apreciação (+)
/ depreciação (-)
na taxa de câmbio
2.0102.009
Efeito no resultado depois dos impostos 5%
-5%
 5
(6)
(23)
25
Efeito no património líquido 5%
-5%
(30)
33
 205 
(226)


Adicionalmente, uma valorização do dólar frente ao real brasileiro e ao peso argentino de 5%, pelos instrumentos possuídos a 31 de Dezembro de 2010, significaria em 2010 uma variação aproximada no resultado líquido depois de impostos de -4 milhões de euros e 53 milhões de euros, respetivamente, enquanto que em 2009 esta valorização representaria um incremento de 2 milhões de euros e 35 milhões de euros, respetivamente. 

Por outro lado, a apreciação do euro frente ao real brasileiro e ao peso argentino de 5% teria representado em 2010 uma diminuição do património de -0,9 milhões de euros e -1,5 milhões de euros, respetivamente, enquanto em 2009 teria representado um incremento de 18 milhões de euros e de 1 milhão de euros, respetivamente. 

b) Risco de taxa de juros: 

As variações das taxas de juros podem afetar as receitas ou as despesas por juros dos ativos e passivos financeiros referenciados a uma taxa de juros variável; de igual modo, estas variações podem também modificar o valor razoável de ativos e passivos financeiros que desfrutam de uma taxa de juros fixa. 

Repsol YPF contrata derivados de taxa de juros para reduzir o risco de variações nas cargas financeiras ou no valor de mercado da sua dívida. Estes derivados são designados em contabilidade, de um modo geral, como instrumentos de cobertura (ver nota 21).

A 31 de Dezembro de 2010 e 2009 a dívida financeira líquida, incluindo ações preferentes (ver apartado sobre Gestão do capital, no final desta nota) a taxa fixa totalizava 9.917 e 7.745 milhões de euros, respetivamente. Estes montantes representam respetivamente 90% e 53% da dívida financeira líquida total, incluindo ações preferentes. 

A sensibilidade do resultado líquido e do património, como consequência do efeito nos instrumentos financeiros do Grupo a 31 de Dezembro, da variação das taxas de juros, é a que se detalha no quadro seguinte:

Incremento (+)/
descida (-)
na taxa de juros
(pontos básicos)
2.0102.009
Efeito no resultado depois de impostos+50 
-50
(5)
5
(13)
13
Efeito no património líquido+50  
-50
 20 
(21)
 20 
(20)


c) Risco de preço de commodities: 

Como consequência do desenvolvimento das operações e atividades comerciais, os resultados do Grupo estão expostos à volatilidade dos preços do petróleo, do gás natural e dos seus produtos derivados. 

Repsol YPF contrata derivados sobre estes riscos com o fim de reduzir a exposição ao risco de preço. Estes derivados oferecem uma cobertura económica dos resultados, ainda que nem sempre sejam designados como cobertura para os efeitos do seu reconhecimento contabilístico (ver nota 21). 

A 31 de Dezembro de 2010 e 2009, um aumento ou diminuição de 10% nos preços dos crus e produtos petrolíferos traduzir-se-ia nas seguintes variações no resultado líquido, como consequência do seu efeito nos instrumentos financeiros do Grupo na referida data:

Efeito no resultado depois de impostos+10%
-10%
(85)
85
(50)
50

 

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Última actualização: 26 de Março de 2011

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